“A dor não tem a última palavra.”
Diante do sofrimento ou de uma dor inevitável, temos a tendência de logo se desesperar. Mas há algo que não pode ser negado, que é a verdade do porquê estou sofrendo. Há uma verdade que precisa ser dita: atrás da dor pode esconder a cura, esconde a vida.
A dor não tem possibilidade de transferência. Quisera podermos “trocar” de dor por alguém que amamos, mas infelizmente não é possível. Diante da dor, logo queremos aliviar o sofrimento, pois o amor sempre é querer o bem do outro.
Quando sofremos, nossos olhos ficam presos na dor, mas é preciso não desesperar diante desse sofrimento. Mesmo que a visão de agora esteja turva, é necessário olhar além da dor do presente momento, é preciso ter um olhar esperançoso para o que estou vivendo hoje, não parando naquilo que é dor do agora, mas recuperando a capacidade de enxergar de novo. Pois, onde está o amor, está os olhos. E como estou enxergando? Ou melhor, como estou amando neste tempo de dor?
A esperança nos ajuda a passar pelo sofrimento, pela dor que se passa. O sofrimento sem sentido, causa desespero. Agora, o sofrimento com sentido é sacrifício oferecido. Pois, a cada sofrimento vivido, de sofrimento em sofrimento com sentido, saímos da dor muito melhores. É necessário ter ousadia e coragem de viver bem o sofrimento oferecido, porque toda dor bem vivida torna fértil, gera vida em nós.
Há esperança diante da dor, e é nela que se apalpa o céu, que se toca Deus. Um Deus que habita dentro de nós, que se faz perto, não longe e distante. Deus, Ele é o causador de toda força e Ele está conosco, bem próximo.
A dor não tem a última palavra, e nunca será a última palavra. A dor não é a resposta final, não é algo definitivo. E sim, o que tem a primeiríssima palavra é a VIDA, a vida que é Cristo, sentido único, a VIDA que provém de Deus tem a última e única palavra em nossa vida.
A dor não é a última palavra, a Vida é! E o que eu tenho feito dessa vida com a dor e sem dor?
Por Cleonice F. França